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7 de jul. de 2015

A BOA SEMENTE

Nossos ancestrais cruzaram oceanos e para esta terra vieram elaborar e laborar. Até nossos dias suas sementes têm frutificado. Em todos os tempos, elas nascem em canteiros bem tratados, bem adubados. Outras nem tanto. Essas ficam ao descaso. Tomando o rumo, que de certo, a natureza lhes dá. Nosso solo, é fértil promissor. Daqui foi  proferida a mais bela sentença de prosperidade e saúde: “Aqui tudo se plantando dá.”  Como no Éden, surgiram espertos e malfeitores, ervas daninhas.. Há uma profusão de benesses. Cai chuva do céus para justos e injustos. Por toda a parte nascem lendas, contando as mais belas culturas de etnias nativas, miscigenadas ao negro e ao branco. Em meio as boas sementes de inteligência, nascem as pequenas e destorcidas. Seus frutos são amargos. Ningu[em há de degustá-los, a não ser os de suas espécies. Nascem as capelinhas, as ruas, as casas, as crianças, e suas inocentes brincadeiras. Suas risadas, sobressaem-se festivas, dos não menos festivos carros, carretas e carroças de animais de tração. Velhos tempos que não voltam mais. Agora são as sirenes de socorro que gritam pelas ruas e estradas das cidades. O choro ganhou-nos. Como diz um poeta: “O sol chora em amarelo.” Porque, os meninos são esquecidos, nos asfaltos. Eles têm por abrigo o chão. Quando recolhidos de seus males hediondos, têm por SPAS, calabouços fétidos. A sociedade, ganha a paga maldita desses horrores, carrocel de círculo vicioso. Adaptação de cimento que constroem muros duros. Não sabem, ensinar o amor, o acolhimento. O palhaço ri e chora. E continua divertindo-nos. Francisco, anjo fraternal, visita os pobres da América Latina. Abençoando-nos como uma metáfora do bem, da boa semente.

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